Um estudo divulgado pelo Instituto de Progresso Social (IPS) revelou um contraste marcante entre municípios de Mato Grosso do Sul quando o assunto é qualidade de vida. Enquanto Campo Grande aparece entre os melhores lugares para se viver, Japorã está na lista dos piores.
No ranking das capitais brasileiras, Campo Grande ocupa a segunda posição, ficando atrás apenas de Curitiba (PR). Brasília (DF), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (BH) completam o top 5. Já na lista geral dos mais de 5 mil municípios avaliados, Campo Grande figura em 13º lugar, atrás de cidades do interior paulista e algumas do Sul e Sudeste, como Gavião Peixoto (SP), Jundiaí (SP) e Nova Lima (MG).
Em contraste, Japorã registrou a 12ª pior nota entre os 20 municípios com menor qualidade de vida no país. Com cerca de 8,4 mil habitantes, 57% da população é composta por indígenas, principalmente da etnia Guarani Kaiowá. A economia local é baseada na agropecuária, com políticas públicas focadas em pequenos produtores. Além disso, Japorã é o município com menor IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de Mato Grosso do Sul, segundo dados do Ipea.
No levantamento estadual, Mato Grosso do Sul aparece na 6ª posição, atrás de Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.
O índice do IPS varia de 0 a 100 e foi calculado a partir de 57 indicadores, com dados de fontes oficiais como DataSUS, Inep, IBGE, Ministério da Saúde, Anatel, entre outros. A edição deste ano incluiu cinco novos indicadores: consumo de alimentos ultraprocessados, resposta ao benefício previdenciário, resposta a processos familiares, índice de vulnerabilidade das famílias e famílias em situação de rua.
“Municípios com PIBs semelhantes apresentam desempenhos muito distintos no índice, o que reforça a importância de políticas públicas voltadas ao bem-estar social de forma integrada”, destacou Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
O IPS Brasil é fruto de uma parceria entre Imazon, Fundação Avina, Iniciativa Amazônia 2030, Anattá, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, e busca fornecer uma visão mais ampla sobre as condições de vida no país, considerando fatores que vão além da economia.





