De “Senadora do Bolsonaro” à “Mulher que vira Onça”: agora, samba-enredo de escola de samba

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A política no Brasil nunca decepciona quando o assunto é camaleonismo. E no Mato Grosso do Sul, o exemplo mais gritante atende pelo nome de uma senadora que surfou na onda bolsonarista para chegar ao Senado, jurando de pés juntos ser a “senadora do Bolsonaro”.

Com direito a palanque, discursos inflamados e juras de fidelidade eterna, ela construiu sua imagem em cima do carisma do ex-presidente, vendendo-se como guardiã da pauta conservadora. O eleitor acreditou. Mas a lua de mel durou pouco. Bastou a maré política mudar para que a senadora mudasse também. De defensora apaixonada, virou crítica ferrenha, repetindo os mesmos chavões que antes atacava.

Na eleição presidencial passada, reinventou-se mais uma vez. De “senadora do Bolsonaro” passou a ser a “Mulher que vira Onça” uma autoproclamação digna de novela, como se bastasse uivar mais alto para convencer o eleitorado de que a metamorfose era natural.


Agora, como se o teatro político não bastasse, uma escola de samba de Campo Grande resolveu homenageá-la com um samba-enredo, justo em ano eleitoral. Coincidência? Para alguns, um golpe de sorte. Para outros, uma jogada de marketing que beira o deboche com a inteligência do eleitor.

Entre plumas, tambores e confetes, a pergunta que fica é: o povo sul-mato-grossense vai cair mais uma vez na fantasia? Porque, convenhamos, não há metamorfose mais previsível que a de certos políticos, sempre prontos para virar o que for mais conveniente para não perder o brilho da avenida do poder.

Foro/Video: @gresigrejinha/Instagran