A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta quarta-feira (1º) o afastamento imediato de toda a administração da Oi, incluindo diretoria e conselho de administração, em meio ao processo de recuperação judicial da operadora. A medida, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara de Recuperações e Falências, atinge também a consultoria Íntegra, contratada pelos acionistas para conduzir a reestruturação.
Segundo a magistrada, a decisão busca garantir a continuidade dos serviços de telefonia e conectividade ainda prestados pela companhia, em meio a sucessivos impasses com credores e tentativas frustradas de flexibilizar o plano aprovado no ano passado. A Oi está em sua segunda recuperação judicial e enfrenta forte pressão do mercado diante de um passivo bilionário.
O despacho também suspende, por 30 dias, a cobrança das dívidas extraconcursais — aquelas não incluídas no processo de recuperação. No entanto, o prazo é menor que os 60 dias solicitados pela companhia. Nesse período, a nova gestão indicada pelo juízo e os credores deverão decidir se a Oi caminha para a liquidação total ou se ainda há espaço para salvar a operação.
Outro ponto relevante foi o fim do segredo de justiça que protegia as negociações internas da empresa. Com isso, credores, mercado e sociedade civil poderão acompanhar de perto os rumos da operadora, que já foi líder no setor e hoje luta para sobreviver em um ambiente dominado por rivais consolidados.
A decisão representa um duro revés para a Oi, que nos últimos anos já havia vendido ativos estratégicos — como sua rede móvel e parte da operação de fibra — na tentativa de reduzir dívidas e manter o funcionamento. Agora, diante do afastamento da gestão e da possibilidade concreta de liquidação, o futuro da companhia passa a depender exclusivamente das próximas movimentações judiciais e das tratativas com credores.





