Serial killer de São Paulo ligava para polícia após cada crime, diz investigação

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O comportamento da suspeita chamou atenção em janeiro, quando Ana Paula comunicou a Polícia Militar sobre a ausência do vizinho Marcelo Fonseca, em Guarulhos. Apesar de parecer preocupada nas ligações gravadas, imagens do local mostram um breve sorriso ao ser informada da morte da vítima, que teria sido envenenada dias antes. Ana Paula chegou a permanecer na residência do vizinho, alegando cuidar do imóvel alugado.

Meses depois, em maio, a estudante voltou a acionar a polícia para relatar a morte de Maria Aparecida Rodrigues, com quem havia se aproximado por um aplicativo de relacionamentos. Usando o nome falso “Carla”, alegou que a vítima havia sido assassinada por um policial militar. Investigadores apontam que Ana Paula inventava ameaças, produzindo bilhetes e fazendo com que as vítimas assinassem documentos para reforçar suas versões.

Outros casos investigados incluíram a morte do tunisiano Hayder Mhazres, de 21 anos, com quem manteve um relacionamento, e o envenenamento de um idoso no Rio de Janeiro a pedido da filha, ex-colega de faculdade da suspeita. Em todos os registros, Ana Paula estava presente, sempre como denunciante ou testemunha.

De acordo com o delegado Halisson Ideião, do DHPP, “Ela tem prazer em matar. A motivação pouco importa; ela quer matar e ser vista como quem descobre o crime.” Ana Paula e sua irmã Roberta Fernandes, também investigada, estão presas preventivamente. Em depoimento, Ana Paula confessou participação em dois assassinatos, mas negou o uso de veneno.

O caso segue sob investigação pelo Núcleo de Análise Comportamental do DHPP, que busca entender a motivação e o padrão de atuação da suspeita.