Depois de mais de um ano afastado, o ex-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Francisco Cezário de Oliveira, obteve uma decisão favorável na Justiça que pode reabrir o caminho para seu eventual retorno ao comando da entidade.
O juiz substituto Tito Gabriel Cosato Barreiro, da 2ª Vara Cível de Campo Grande, anulou a assembleia geral extraordinária realizada em 14 de outubro de 2024, quando o dirigente foi oficialmente destituído do cargo que ocupou por quase três décadas.
Na sentença, proferida em 7 de novembro, o magistrado reconheceu falhas graves na condução do processo interno que levou à destituição de Cezário. De acordo com a decisão, a assembleia foi convocada e executada sem garantir ao ex-presidente o direito à ampla defesa e ao contraditório, além de não haver um processo administrativo prévio para apurar as supostas irregularidades de gestão.
Diante disso, o juiz determinou a nulidade do ato e condenou a FFMS ao pagamento de custas e honorários no valor de R$ 1,5 mil.
Apesar da vitória judicial, o magistrado deixou claro que a decisão não devolve automaticamente o cargo ao ex-presidente, uma vez que ele segue afastado por determinação da Justiça Criminal, onde é réu em processo judicial, e também mantém suspensão imposta pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Assim, o eventual retorno de Francisco Cezário à presidência da FFMS ainda dependerá de nova autorização judicial no âmbito penal e de uma revisão da punição administrativa em vigor.





