Um homem de 30 anos, morto durante confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar na noite desta quarta-feira (28), em Campo Grande, estava diretamente envolvido em uma série de furtos de veículos utilizando o chamado equipamento “Chapolin”, segundo informações da polícia.
De acordo com as investigações, o suspeito participou de crimes que causaram prejuízos significativos às vítimas, incluindo o caso de uma empresária que teve cerca de R$ 20 mil em bens furtados. Além disso, ele também é apontado como autor do furto de uma caminhonete em um shopping da Capital, posteriormente recuperada pelas forças de segurança.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (29), a Polícia Militar confirmou que ambos os crimes foram atribuídos ao suspeito morto. Conforme explicou o major Cleyton Silva, o homem agia desde dezembro do ano passado em conjunto com outros comparsas, utilizando tecnologia criminosa para facilitar os furtos.
Como funciona o “Chapolin”
O chamado “Chapolin” é um dispositivo eletrônico ilegal, semelhante a um controle remoto, capaz de bloquear o sinal de travamento das portas dos veículos. Quando o motorista tenta trancar o carro, o equipamento interfere no sinal, fazendo com que o veículo permaneça destravado sem que a vítima perceba. Com isso, os criminosos conseguem acessar o interior do automóvel ou até furtá-lo com facilidade, especialmente em estacionamentos de shoppings e locais de grande circulação.
Investigação e confronto
As investigações tiveram início após uma sequência de furtos registrados na cidade. A polícia analisou imagens de câmeras de segurança e identificou um Ford Ka branco como veículo utilizado pelos suspeitos. Durante a abordagem, houve confronto armado.
No tiroteio, morreram o homem de 30 anos e um comparsa de 27 anos, ambos com extensa ficha criminal. O suspeito mais velho estava foragido da Justiça desde o dia 29 de novembro, enquanto o de 27 anos utilizava tornozeleira eletrônica, que foi rompida para a prática dos crimes.
Segundo a polícia, os envolvidos acumulavam passagens por furto qualificado, roubo majorado com concurso de pessoas, associação criminosa, posse ou porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. O caso segue sob investigação para identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.





