Um policial militar de 33 anos foi baleado no fim da tarde deste domingo (12), após uma confusão que começou no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida Amaro Castro Lima, no bairro Vila Nova Campo Grande, em Campo Grande. O disparo foi efetuado por um sargento da própria corporação, que acreditou estar diante de um suspeito de roubo em fuga.
De acordo com o boletim de ocorrência, o policial, que estava de folga, fazia compras no local quando foi abordado por funcionários para intervir em uma situação envolvendo adolescentes que realizavam manobras perigosas com bicicletas no estacionamento.
Durante a abordagem, um dos adolescentes, de 13 anos, teria discutido com o militar e feito ameaças de retornar ao local. Minutos depois, o jovem voltou acompanhado do pai, que passou a acusar o policial de agressão, provocando um tumulto no estabelecimento.
A situação se agravou quando o vigilante começou a gritar “pega ladrão”, incentivando outras pessoas a perseguirem o policial. Para evitar confronto, o militar deixou o local, mas acabou sendo seguido por populares pelas ruas da região.
Um sargento da Polícia Militar, que havia sido acionado sob a suspeita de um roubo nas proximidades, chegou ao local e, ao se deparar com a perseguição, interpretou a cena como uma fuga de suspeito. Durante a tentativa de abordagem, houve o disparo que atingiu o policial de folga.
A suspeita inicial é de que o tiro tenha sido acidental ou resultado de um possível ricochete. O militar ferido foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa de Campo Grande, onde permanece internado sob avaliação médica.
O pai do adolescente, o vigilante e o jovem foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo o gerente do supermercado, não houve agressão por parte do policial, mas confirmou que houve tumulto e incitação por parte do pai do menor.
A arma utilizada no disparo foi apreendida, e a perícia realizou os levantamentos no local. As imagens do circuito de segurança ainda serão solicitadas para auxiliar nas investigações.
O caso foi registrado como calúnia, ameaça, vias de fato e lesão corporal. A conduta dos envolvidos, incluindo a atuação dos policiais, será investigada, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.





