O acesso ao crédito para microempreendedores individuais (MEIs) registrou, em outubro, o melhor desempenho desde que o Sebrae passou a monitorar a dificuldade desses profissionais em obter financiamentos. O levantamento revela uma mudança gradual no cenário, tradicionalmente marcado por entraves e alto índice de negativas por parte das instituições financeiras.
De acordo com a pesquisa, 33,2% dos entrevistados consideram o processo de obtenção de crédito “normal”, enquanto 9,2% classificam como “fácil”. Embora 57,6% ainda apontem dificuldades, o número representa uma melhora expressiva de 10 pontos percentuais em comparação com outubro de 2024, quando 67,5% relatavam alta dificuldade para acessar financiamento.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, os resultados confirmam o efeito de políticas voltadas ao fortalecimento dos pequenos negócios, especialmente as iniciativas do governo federal. Ele atribui o avanço ao programa Acredita, criado para facilitar e ampliar as condições de financiamento para MEIs, micro e pequenas empresas.
“Historicamente, aproximadamente oito em cada dez pequenas empresas não tinham acesso ao crédito. O Sebrae, em parceria com o governo federal, tem revertido essa situação”, afirma Décio.
O dirigente também destacou o papel da instituição como garantidora nas operações financeiras. Segundo ele, o modelo de crédito assistido, que envolve acompanhamento técnico e suporte nas garantias, tem aumentado a confiança dos empreendedores e atendido às exigências do sistema financeiro.
“Esse acompanhamento dá mais estabilidade e abre caminho para o crescimento dos pequenos negócios”, completou.
Entre os beneficiados, a mudança já é percebida na prática. Mariana Oliveira, microempreendedora do setor de confeitaria, afirma que conseguiu formalizar sua expansão graças ao novo cenário.
“Eu tentava crédito há mais de um ano e sempre esbarrava em exigências impossíveis. Com o apoio do Sebrae e o modelo de crédito assistido, finalmente consegui o financiamento para comprar novos equipamentos. Sem isso, meu negócio não teria crescido”, relata.
Com o melhor índice já registrado, o cenário aponta para um ambiente mais favorável à expansão e formalização dos microempreendedores, além de reforçar o impacto de políticas públicas direcionadas ao fortalecimento da economia de base.





