Homem liga para irmão pedindo ajuda antes de ser morto a pauladas e pedradas em Campo Grande

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Foto: Facebook

Um homem de 41 anos foi brutalmente assassinado na madrugada deste domingo (8) após pedir ajuda ao próprio irmão momentos antes do crime, no bairro Vila Piratininga, em Campo Grande.

A vítima, o representante comercial Isaac Ferreira da Silva, teria sido perseguida por um grupo de três a quatro pessoas antes de ser atacada com extrema violência na Rua Dona Carlota.

De acordo com informações de testemunhas, por volta das 5h30, Isaac telefonou para o irmão, que é integrante da Guarda Civil Metropolitana (GCM), relatando que estava sendo perseguido. Imediatamente, o guarda acionou as forças de segurança e seguiu até o local indicado, porém, ao chegar, encontrou o irmão já sem vida, caído no meio da rua, com diversos ferimentos graves e grande quantidade de sangue ao redor do corpo.

Foto: Top Mídia News

Moradores da região contaram que ouviram gritos e uma discussão intensa antes do crime. A briga teria começado cerca de 100 metros de distância do ponto onde o corpo foi encontrado, indicando que a vítima pode ter tentado fugir dos agressores.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas, mas a morte foi confirmada ainda no local pelo médico socorrista. A Perícia Científica realizou os primeiros levantamentos e recolheu possíveis objetos utilizados no crime, entre eles um canivete, uma viga de madeira, um aparelho celular e pedras que teriam sido usadas no espancamento.

Isaac trabalhava como representante comercial e atuava na distribuição de macarrão instantâneo em copos. O veículo utilizado por ele, um Fiat Mobi preto, que estava carregado com os produtos, foi retirado do local por um guincho municipal.

Segundo o irmão da vítima, Isaac não possuía antecedentes criminais e levava uma rotina considerada tranquila. Ele trabalhava de segunda a sexta-feira em horário comercial e costumava sair apenas nos fins de semana para momentos de lazer. A família afirmou que desconhece qualquer rixa, dívida ou ameaça que pudesse explicar a violência do crime.

A investigação do caso está a cargo da Polícia Civil, que acionou o GOI (Grupo de Operações e Investigações) para buscar imagens de câmeras de segurança de residências e comércios da região. O objetivo é identificar os suspeitos e esclarecer a motivação do homicídio.

Até o momento, ninguém foi preso e o caso segue em investigação.