Um homem de 41 anos foi brutalmente assassinado na madrugada deste domingo (8) após pedir ajuda ao próprio irmão momentos antes do crime, no bairro Vila Piratininga, em Campo Grande.
A vítima, o representante comercial Isaac Ferreira da Silva, teria sido perseguida por um grupo de três a quatro pessoas antes de ser atacada com extrema violência na Rua Dona Carlota.
De acordo com informações de testemunhas, por volta das 5h30, Isaac telefonou para o irmão, que é integrante da Guarda Civil Metropolitana (GCM), relatando que estava sendo perseguido. Imediatamente, o guarda acionou as forças de segurança e seguiu até o local indicado, porém, ao chegar, encontrou o irmão já sem vida, caído no meio da rua, com diversos ferimentos graves e grande quantidade de sangue ao redor do corpo.

Moradores da região contaram que ouviram gritos e uma discussão intensa antes do crime. A briga teria começado cerca de 100 metros de distância do ponto onde o corpo foi encontrado, indicando que a vítima pode ter tentado fugir dos agressores.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas, mas a morte foi confirmada ainda no local pelo médico socorrista. A Perícia Científica realizou os primeiros levantamentos e recolheu possíveis objetos utilizados no crime, entre eles um canivete, uma viga de madeira, um aparelho celular e pedras que teriam sido usadas no espancamento.
Isaac trabalhava como representante comercial e atuava na distribuição de macarrão instantâneo em copos. O veículo utilizado por ele, um Fiat Mobi preto, que estava carregado com os produtos, foi retirado do local por um guincho municipal.
Segundo o irmão da vítima, Isaac não possuía antecedentes criminais e levava uma rotina considerada tranquila. Ele trabalhava de segunda a sexta-feira em horário comercial e costumava sair apenas nos fins de semana para momentos de lazer. A família afirmou que desconhece qualquer rixa, dívida ou ameaça que pudesse explicar a violência do crime.
A investigação do caso está a cargo da Polícia Civil, que acionou o GOI (Grupo de Operações e Investigações) para buscar imagens de câmeras de segurança de residências e comércios da região. O objetivo é identificar os suspeitos e esclarecer a motivação do homicídio.
Até o momento, ninguém foi preso e o caso segue em investigação.





