Defesa de Daniel Vorcaro apresenta nova delação após rejeição da PF e da PGR

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Banqueiro tenta retomar negociações de colaboração premiada após primeira proposta ser considerada incompleta pelas autoridades

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova versão de sua proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), na tentativa de avançar nas negociações de colaboração com as autoridades. O novo material foi encaminhado após a rejeição da primeira proposta, considerada insuficiente pelos investigadores.

A situação ganhou novos contornos após a PF indicar que não pretendia mais negociar com o banqueiro. Em meio ao impasse, o advogado José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Vorcaro no último dia 22 de maio, logo após a rejeição formal da primeira versão da delação.

No dia 18 de maio, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Vorcaro para uma cela comum na Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal. A decisão também restringiu o acesso irrestrito dos advogados ao investigado.

Quando oficializou o pedido de colaboração premiada, Vorcaro estava custodiado na mesma Sala de Estado-Maior que já abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro durante período de detenção.

A transferência para uma cela comum foi interpretada nos bastidores como um indicativo de que as negociações não estavam avançando. Diante desse cenário, a defesa apresentou uma nova proposta em 6 de maio, após PF e PGR apontarem que o primeiro material não esclarecia pontos considerados essenciais para o andamento das investigações.

O novo conteúdo foi entregue às autoridades em um pen drive e, segundo informações ligadas à defesa, contém uma série de anexos complementares. A expectativa dos advogados era de que a colaboração pudesse resultar na concessão de benefícios judiciais, incluindo a possibilidade de liberdade ao banqueiro.

Além das informações fornecidas, a proposta também prevê o pagamento de uma multa bilionária como parte de um eventual acordo de colaboração premiada. As negociações seguem em análise pelas autoridades competentes.