Na noite desta terça-feira (30), câmeras de segurança flagraram um ataque a tiros contra uma residência em Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande. A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de que o atentado tenha ligação com a ocorrência que terminou com um soldado da Polícia Militar baleado durante uma abordagem em Corumbá.
As imagens mostram três homens armados chegando ao local em um Fiat Argo branco/prata. Logo após descerem do veículo, os suspeitos efetuam diversos disparos contra o imóvel localizado no bairro Almirante Tamandaré. No vídeo, é possível ouvir pelo menos 13 tiros. Em seguida, os criminosos retornam ao carro e deixam o local em alta velocidade. Pessoas que estavam em uma praça próxima correram ao perceber o ataque.
Segundo informações preliminares, o alvo do atentado seria um homem conhecido pelo apelido de “Coelhinho”, que teria conseguido escapar dos disparos ao se abrigar dentro da residência. Até o momento, a Polícia Civil não confirmou oficialmente a identidade do alvo nem a motivação do crime.
PM é baleado durante perseguição
Pouco tempo após o atentado, equipes do Grupo Especial Tático de Motocicletas (Getam) localizaram um Fiat Argo branco com características semelhantes às do veículo utilizado no ataque. A tentativa de abordagem aconteceu na região do bairro Centro-América, em Corumbá.
Durante a ação, os ocupantes do carro abriram fogo contra os policiais. Um soldado da Polícia Militar foi atingido no peito e socorrido em estado grave para a Santa Casa de Corumbá, onde passou por cirurgia.
Até a publicação desta matéria, as autoridades não haviam divulgado um boletim atualizado sobre o estado de saúde do militar, nem confirmado a prisão dos suspeitos envolvidos no confronto.
Investigação apura possível ligação entre os casos
As forças de segurança investigam se o ataque registrado em Ladário e o confronto com os policiais em Corumbá fazem parte da mesma ocorrência. Outra linha de investigação considera que o atentado possa estar relacionado a uma disputa entre facções criminosas que atuam na região de fronteira.
A Polícia Civil segue realizando diligências para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias dos dois episódios.





