Empresário executado no quintal de casa já havia sido preso após atirar contra borracharia em Campo Grande

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Jovem de 22 anos foi morto com diversos disparos na manhã desta quarta-feira (22); polícia apura se execução tem ligação com agiotagem e dívida de R$ 600 mil.

O empresário Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, de 22 anos, executado a tiros na manhã desta quarta-feira (22), no quintal da própria residência, na região do Bairro Novos Estados, em Campo Grande, já havia sido preso no início deste ano após efetuar disparos de arma de fogo contra uma borracharia no Bairro Estrela Dalva II.

Na ocasião, em 29 de janeiro de 2025, equipes da Romu (Ronda Ostensiva Municipal) foram acionadas após uma caminhonete branca se aproximar do estabelecimento e o motorista disparar cerca de oito vezes com uma pistola calibre 9 milímetros antes de fugir.

Durante as buscas, os agentes localizaram o veículo e abordaram Matheus. Com ele, foi encontrada uma pistola 9 mm e 12 munições. O empresário admitiu que não possuía porte nem registro da arma.

Encaminhado à Depac Cepol, ele foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. Em depoimento, informou que trabalhava com compra e venda de joias e preferiu prestar esclarecimentos sobre o caso apenas em juízo.

Dois dias depois, durante audiência de custódia, o juiz Luiz Felipe Medeiros Vieira concedeu liberdade provisória ao considerar que o jovem possuía bons antecedentes.

Execução com vários tiros

Na manhã desta quarta-feira, Matheus foi assassinado enquanto estava sentado em uma cadeira no quintal da casa que reformava para morar com a esposa, grávida de cinco meses.

Segundo um pedreiro que trabalhava no imóvel, o ataque aconteceu por volta das 6h40.

“Parecia um faroeste. Fui para o muro alto me esconder. Pensei que também ia morrer. Ouvi muitos disparos, depois uma pausa de cerca de 30 segundos, como se tivessem trocado o carregador, e os tiros continuaram”, relatou.

O trabalhador contou que conhecia a vítima há cerca de três anos e afirmou que Matheus era natural de Camapuã. Segundo ele, o empresário atuava na compra e venda de carros e motocicletas e havia adquirido o imóvel em janeiro para morar com a família.

Equipes da Polícia Militar, Batalhão de Choque e Polícia Civil estiveram no local para realizar os levantamentos. Até o momento, pelo menos 13 cápsulas foram recolhidas pela perícia.

Investigação

As circunstâncias da execução seguem sendo investigadas pela Polícia Civil. A principal linha de apuração inicial aponta que o homicídio possa estar relacionado à agiotagem.

Conforme informações preliminares, Matheus teria emprestado cerca de R$ 600 mil ao suspeito do crime. A motivação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades, que trabalham para identificar e localizar os autores da execução.