Gaeco deflagra operação e mira contratos de informática em Campo Grande

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Campo Grande (MS) — Na manhã desta quarta-feira (1º de outubro de 2025), o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desencadeou uma operação com foco em contratos firmados por empresas de informática sediadas em Campo Grande. A ação envolve mandados de busca e apreensão cumpridos em diversos pontos da cidade, com apoio do Batalhão de Choque.

Áreas alvos das buscas

  • Um dos endereços-alvo está localizado na Rua Rio Grande do Sul, entre as ruas Euclides da Cunha e Manoel Inácio de Souza, no bairro Jardim dos Estados.
  • Também há mandatos sendo cumpridos numa grande loja de informática e papelaria situada na Avenida Afonso Pena, nas proximidades da Avenida Ernesto Geisel, no centro da capital.

Até o momento, não foi informado se a operação deflagrada hoje atingiu contratos municipais, estaduais ou privados, nem se há relação direta com os casos já em curso. Também não há confirmação oficial de quais empresas ou pessoas físicas são alvos diretos.

Além disso, ainda não se sabe se haverá prisões ou se documentos e dispositivos eletrônicos (notebooks, servidores, discos rígidos etc.) serão devidamente apreendidos para perícia. Tais diligências costumam ser fundamentais para respaldar eventuais denúncias futuras.

A reportagem entrou em contato com assessorias do Ministério Público Estadual e com órgãos de segurança, mas ainda aguarda posicionamentos oficiais.

A deflagração de operações como essa gera diversos efeitos práticos e políticos:

  • Paralisações ou bloqueios em contratos de tecnologia que envolvem a administração pública, caso as empresas contratadas estejam sob suspeita.
  • Aumento de atenção nos tribunais de contas e controladorias municipais quanto a licitações e aditivos relacionados à informática e à tecnologia da informação.
  • Pressão por transparência e prestação de contas, especialmente em um setor (TI) que movimenta valores significativos e cujas especificidades técnicas nem sempre são de fácil controle.

Para além disso, é importante acompanhar se essa nova operação guarda alguma ligação — direta ou indireta — com os esquemas investigados em Terenos ou com a contestação da Isomed, ou se se trata de um caso completamente distinto.