Aposentadoria de Barroso abre nova disputa por vaga no STF: Lula fará terceira indicação ao Supremo

Com a saída de Luís Roberto Barroso, quatro nomes despontam como principais cotados para ocupar a cadeira no Supremo Tribunal Federal.

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O ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, anunciou nesta quinta-feira (9) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a sessão plenária da Corte. A decisão abre espaço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça sua terceira indicação ao Supremo desde o início do atual mandato.

Antes de Barroso, Lula já havia nomeado Cristiano Zanin e Flávio Dino, consolidando uma influência crescente na composição da mais alta instância do Judiciário brasileiro.

Com a aposentadoria, prevista para ocorrer ainda em 2025, o debate político em torno do novo nome para o STF já ganha força em Brasília. Quatro nomes despontam como principais cotados, todos com ligação direta ou histórica com o presidente petista.


Os cotados para a vaga de Barroso no STF

Bruno Dantas

Aos 47 anos, o baiano Bruno Dantas Nascimento é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) desde 2014 e presidiu a Corte de Contas entre 2022 e 2025. Reconhecido por seu bom trânsito político, Dantas mantém relações com diferentes setores, do Centrão à esquerda. Antes de chegar ao TCU, foi consultor-geral do Senado Federal. É visto como um nome de perfil técnico, mas com forte habilidade política.

Jorge Messias


Atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, 45, é procurador da Fazenda Nacional e figura próxima a Lula. Tornou-se conhecido em 2016, quando seu nome apareceu em meio às polêmicas da Operação Lava Jato, episódio que ficou marcado na memória política recente. É considerado um dos mais leais aliados do presidente no governo atual.

Vinicius Carvalho

Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) desde 2023, Vinicius Marques de Carvalho, 47, é outro nome que inspira confiança no Planalto. Ligado ao PT há anos, tem perfil técnico e trajetória consolidada na área jurídica, com passagens pelo Cade e pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Apesar da sólida formação, possui menos apoio político fora do partido.

Rodrigo Pacheco

Ex-presidente do Senado Federal (2021–2025), o mineiro Rodrigo Pacheco, 48, surge como um nome de consenso entre diferentes setores da política e do Judiciário. Com boa relação com ministros do STF, Pacheco é visto como uma opção moderada e conciliadora, capaz de agradar tanto ao Planalto quanto à Corte. Apesar de já ter sido sondado para o governo, recusou cargos no Executivo.

Como funciona a indicação ao STF

A Constituição Federal estabelece que os ministros do STF devem ter entre 35 e 75 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.

Não há prazo determinado para o presidente indicar o substituto. Um caso emblemático ocorreu em 2015, quando a ex-presidente Dilma Rousseff levou quase um ano para escolher Edson Fachin, sucessor de Joaquim Barbosa.

Após a escolha, o nome indicado é submetido a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se aprovado, segue para o plenário da Casa, onde precisa de pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores para ser efetivado como ministro.