do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo (19) em um segundo turno histórico, que marcou uma guinada à direita após duas décadas de domínio da esquerda no país.
Com 54,5% dos votos, e 91,2% das urnas apuradas, Paz derrotou o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, também de direita, em uma disputa inédita — a primeira eleição presidencial da história boliviana decidida em segundo turno.
O Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, não conseguiu chegar à segunda fase da eleição, encerrando um longo ciclo de poder iniciado em 2006.
Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, Rodrigo Paz, de 58 anos, nasceu no exílio durante a ditadura militar e foi educado nos Estados Unidos. Durante a campanha, se apresentou como um líder de centro-direita moderado, prometendo unir um país polarizado e recuperar a confiança internacional na economia boliviana.
Em seu primeiro discurso após a vitória, Paz afirmou que o resultado das urnas representa uma nova fase para o país.
“A Bolívia respira ventos de mudança. Nosso compromisso é reconstruir o diálogo e devolver esperança ao povo boliviano”, declarou o presidente eleito, em pronunciamento transmitido de La Paz.
O vice-presidente eleito, Edman Lara, também se manifestou em frente à residência de Paz. Ele agradeceu ao povo boliviano e afirmou que já está “coordenando as soluções mais urgentes para a crise econômica que atinge o país”.
Durante a campanha, Paz indicou intenção de manter relações diplomáticas equilibradas com os países vizinhos e destacou a importância do diálogo com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer os laços regionais.
A posse do novo governo está prevista para o início de 2026, com expectativas de mudanças econômicas e institucionais após anos de instabilidade e queda no crescimento do PIB boliviano.





